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Mortes nas obras dos estádios para a Copa refletem realidade brasileira

Nessa quinta-feira (15/05), mais um estádio da Copa do Mundo sofre com ameaças de paralisação das obras por conta de desrespeito a direito...

Nessa quinta-feira (15/05), mais um estádio da Copa do Mundo sofre com ameaças de paralisação das obras por conta de desrespeito a direitos e condições de trabalhos para os operários que correm para entregar as arenas antes do torneio. 

O Ministério Público do Trabalho afirmou que pode interditar novamente o Itaquerão. A justificativa é a verificação de problemas semelhantes aos encontrados há cerca de um mês, pouco tempo depois da liberação dos trabalhos após uma longa interdição para investigar a impressionante queda de um guindaste, que matou duas pessoas e destruiu parte da arquibancada.

 Este foi o retrato do período final da construção das arenas que vão receber as 32 seleções do Mundial. Neste período, foram tantos os estouros de prazos para conclusão das obras que a Fifa teve que vistas grossas para as datas-limite estipuladas e desrespeitadas. O “sprint final” dos trabalhos acabou forçando contratações emergenciais, muitas vezes de profissionais não totalmente qualificados, e turnos extras de trabalho. 

O próprio site oficial do governo brasileiro relacionado a Copa destaca, para a Arena das Dunas, a criação do “quarto turno (que) servirá para acelerar os trabalhos do estádio, que está na fase de instalação das vigas que receberão as arquibancadas, ou seja, na montagem da superestrutura”.  Ou seja, havia trabalhadores em serviço entre 20h e 6h na reta final da construção.

E não foi por falta de aviso ou referências que a questão piorou. A Copa do Mundo da África do Sul sofreu com os mesmos problemas, registrando duas mortes e só entregando todos os estádios a um mês da competição. Na Alemanha, apesar de não ter sido registrada nenhuma vítima fatal, algumas obras atrasaram, como a arena de Stuttgart, que deveria ficar pronta em 2001, mas foi entregue em 2005.

Outro alerta foi a emblemática capa da Revista Veja, em maio de 2011, que fazia um cálculo matemático levando em consideração os investimentos até então feitos nas arenas em comparação ao total esperado na época, afirmando que, naquele ritmo, só haveria Copa em 2038. As tragédias da organização do Mundial 2014, no entanto, não são fatos isolados, mas apenas um reflexo do setor no Brasil. 

A Construção Civil é uma das áreas que mais registram acidentes no país, indicando que a falta de fiscalização e vistas grossas das autoridades não se resumem ao torneio. E pela improbabilidade da Arena São Paulo não ser entregue para o evento por causa de uma interdições por desrespeitos trabalhistas, parece que não haverá legado também nesta questão.

 (Goal)

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