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Vizinhança evita passar informações após a chacina que matou cinco em Marechal Rondon

Após a chacina, os olhares desconfiados e o silêncio dos moradores predominavam, ontem pela manhã, na comunidade de Baixa do Dique Pequeno...

Após a chacina, os olhares desconfiados e o silêncio dos moradores predominavam, ontem pela manhã, na comunidade de Baixa do Dique Pequeno. “Eu não moro aqui. Passei só para tomar o café com a minha mãe e minha irmã, que ontem à noite estavam na igreja.

 Vim saber do ocorrido hoje, às 6h”, disse uma mulher, dentro da casa vizinha à do pai de santo. Um rapaz que conversava com outras pessoas da rua disse que não viu nada. “Trabalhei a noite toda e cheguei só agora. Aqui não se fala nada, me desculpe”, finalizou. 

Já um pastor chegou a falar, mas desconversou ao perceber que todos ao seu redor o olhavam com reprovação. “Era uma boa pessoa... Mas preciso adiantar”, disse ele, sem querer estender a conversa.

O crime : Entre as paredes consumidas pelo fogo, o corpo da empregada doméstica Maria da Paixão Pereira, 65 anos, é encontrado abraçado à filha, Jandaíra Pereira dos Santos, 28. Os corpos parcialmente carbonizados estavam sobre os restos de um sofá em uma casa em Marechal Rondon. Assim como mãe e filha, outras três pessoas, entre elas o outro filho de Maria, o pai de santo Jackson Pereira dos Santos, 26, foram vítimas de uma chacina, na noite de quarta-feira. 

 A mãe, os dois filhos e uma mulher ainda não identificada foram assassinados a tiros e tiveram os corpos queimados no incêndio que atingiu a casa e  também o terreiro de candomblé que funcionava no quintal da casa, na rua Lígia Maria, na localidade de Baixa do Dique Pequeno. A quinta vítima, Cláudio dos Santos Reis, 39, escapou dos tiros, mas não do fogo.Ele chegou a ser internado, com 90% do corpo queimado, no Hospital Geral do Estado (HGE), mas morreu na manhã de ontem.

 Segundo a polícia, a chacina foi cometida por três bandidos que invadiram o local já atirando, por volta de 19h30. Ao sair, ainda jogaram um coquetel molotov no imóvel, que acabou provocando o fogo, e fugiram em um Gol preto.  Minutos depois, outro comparsa chegou à casa, em uma moto Honda CG 125 (JPL-8812), para se certificar da morte da família.

 Segundo testemunhas, que o identificaram como Bambam, ele foi abordado por vizinhos, que resolveram enfrentá-lo, e chegou a ser ferido com uma facada no ombro.   O fogo foi finalmente contido pelos próprios vizinhos, que acionaram a polícia. Maria foi encontrada no sofá, abraçada à filha, ambas com os corpos carbonizados. A outra mulher estava caída ao lado do sofá, e Jackson estava num dos quartos. 

Motivação : A polícia trabalha com a hipótese de que a família foi executada em represália à prisão de um traficante realizada dentro da casa, horas antes do atentado. Daniel Freitas dos Santos, o Gordo, 22, era perseguido por policiais e, baleado, invadiu o terreiro para tentar fugir, mas acabou preso.  Ainda de acordo com a polícia, ele pertence à quadrilha de Índio.

  Ontem à tarde, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou os executores como sendo Denilson dos Santos Ribeiro, o DKA, Evandro de Oliveira Ramos e um terceiro de  vulgo Urso, identificados como os executores. Índio e Roni, líderes do tráfico na região, são apontados como mandantes do crime. De acordo com o delegado Odair Carneiro, titular da Delegacia de Homicídios Múltiplus (DHM), do DHPP, 12 pessoas  foram ouvidas, ontem, mas ninguém foi preso. 

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